Complexo Arqueológico de Pisac ou Pisaq
Centro Arqueológico de Pisaq é uma antiga cidade inca que teria sido destinada ao imperador Pachacutec no século XV. Também se refere à vila que se formou aos pés do sítio arqueológico, famosa por seu mercado de artesanato e pelas belas paisagens de rios e montanhas que também fazem parte do Vale Sagrado dos Incas.

O que é Pisaq?
O nome desta vila está relacionado à espiritualidade, ao mundo místico e à magia do mundo andino, embora também tenha um significado mais concreto. Pisaq ou Pisac quer dizer Perdiz, e diz-se que a vila recebeu esse nome por sua forma parecida com a desse pequeno animal.

Onde fica e como chegar a Pisaq?
Este sítio arqueológico está localizado a cerca de 43 quilômetros da cidade de Cusco pela estrada. Sua altitude é de 3.300 metros acima do nível do mar. A vila de mesmo nome fica aos seus pés, a uma altitude de 2.974 metros.
História de Pisaq
Pisaq foi habitada no início do século XII por tribos andinas como os calcas e os ancasmarcas. Com a chegada de Manco Cápac (o primeiro governante dos incas) a Cusco no século XIII, ele conseguiu estabelecer alianças com esses povos vizinhos. Foi então que Pisaq, localizada no limite nordeste da capital incaica, se tornou um ponto importante para ser estabelecido.
No século XV, quando os incas alcançaram sua mais rápida expansão, o imperador Pachacútec ordenou a construção de uma cidade no topo da montanha ‘Apu Inti Huatana’, que domina todo o vale do rio Vilcanota. Essa imensa cidadela possuía tudo para sua subsistência: terraços agrícolas, canais de água, recintos, templos, escadarias e muito mais. Tratava-se do recinto do inca Pachacútec, de onde ele dominava o Vale Sagrado dos Incas.
Durante a conquista espanhola no século XVI, Pisaq foi invadida. Muitas de suas estruturas foram danificadas, especialmente o conjunto de centenas de tumbas incas, que foram consideradas profanas pelos europeus. Entre 1570 e 1575, o vice-rei Toledo criou a redução da vila de Pisaq, onde foram construídas igrejas cristãs e casas coloniais. A tradição do comércio em Pisaq segue viva até hoje por meio do famoso mercado de artesanato que acontece todos os domingos. Atualmente, sua população fala quíchua, a língua dos incas, e conserva muitas tradições da época colonial e incaica.

Lenda de Pisaq
Conta a lenda que Inkill era a princesa herdeira, filha do cacique da aldeia chamada Huayllapuma, e deveria casar-se somente com aquele homem capaz de construir uma ponte sobre o rio Vilcamayo, hoje conhecido como Vilcanota ou Urubamba. A princesa já havia entregado seu coração a um homem chamado Asto Rimac, por isso pediu aos Apus (as montanhas sagradas) que ajudassem seu amado a cumprir essa difícil tarefa.
Os Apus concordaram com a condição de que ela não olhasse em nenhum momento o trabalho de Asto Rimac, e assim ela fez, até que quase ao amanhecer Inkill não pôde resistir à curiosidade e virou-se só um pouco para ver seu amado. Por sua desobediência, os Apus os transformaram em pedra e até hoje pode-se ver a princesa olhando para o rio à procura de seu amor.









